A Representação Facial Humana consiste em um conjunto de métodos, de natureza técnico-científica, com diversas possibilidades de aplicação. Quanto às pessoas desaparecidas, a Representação Facial Humana é um instrumento que permite a obtenção da progressão de idade e da projeção do envelhecimento, cujas técnicas aplicadas simulam os efeitos da ação do tempo (crescimento e envelhecimento), bem como de modificações estéticas facultativas, que implicam em alteração nas feições da pessoa desaparecida.

Como resultado, é obtida uma identidade visual, com alta probabilidade de contemporaneidade, considerando as possíveis modificações faciais ocorridas após o desaparecimento, o que auxilia na divulgação das buscas por meio das mídias.


Quando o desaparecimento é recente, e presume-se não ter ocorrido crescimento ou envelhecimento significativo, as técnicas de Representação Facial Humana também podem ser aplicadas, mas com o objetivo de produzir apenas modificações facultativas (estéticas, capilares, uso de acessórios, dentre outras).

Para o desenvolvimento das técnicas, é necessária a realização de uma entrevista com os familiares, a fim de obter informações relevantes acerca do perfil, das peculiaridades e dos hábitos da pessoa desaparecida, que comumente interferem no seu processo de envelhecimento. Além disso, também é necessário que sejam fornecidas fotografias e/ou indicadas imagens digitais da pessoa desaparecida, em épocas distintas, principalmente na época do desaparecimento, para que sejam identificadas tendências do seu processo de envelhecimento.


Antes de comparecer ao atendimento, o(s) familiar(es) deve(m) buscar em seus álbuns e arquivos pessoais as imagens da pessoa desaparecida, levando-as na data da entrevista no IGP. Além disso, devem configurar as suas redes sociais (nas quais aparecem imagens da pessoa desparecida) para o modo “público”, a fim de que as referidas imagens possam ser acessadas para a realização da perícia.