TENHO UM FAMILIAR DESAPARECIDO. E AGORA?

Por meio do “Programa Conecta – Perícia conectando famílias”, o IGP utiliza várias ferramentas para identificação de pessoas de identidade não determinada. Dentre as ações realizadas, o IGP realiza a coleta de material biológico de familiares de pessoas desaparecidas e insere os perfis genéticos no Banco Estadual de Perfis Genéticos de Santa Catarina (BPG/SC) e no Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG), para comparação com perfis genéticos de pessoas sem identificação, cadastradas nesse mesmo Banco.

São necessários pelo menos dois familiares de pessoas desaparecidas, na seguinte ordem:

I. Ambos os genitores (pai e mãe biológicos);
II. Um genitor (pai biológico ou mãe biológica), um cônjuge (marido ou esposa do desaparecido) associado aos filhos biológicos do casal (cônjuge e desaparecido);
III. Filhos biológicos (do desaparecido) e pai ou mãe biológica desses filhos;
IV. Um genitor (pai biológico ou mãe biológica) e um irmão biológico (do desaparecido);
V. Dois ou mais irmãos biológicos (do desaparecido); e
VI. De gêmeos idênticos (univitelínicos).

Primeiramente, para que o IGP/SC possa te ajudar, é necessário o registro de um Boletim de Ocorrência. Dirija-se à Delegacia de Polícia mais próxima e registre um Boletim. O Boletim de Ocorrência de desaparecimento também pode ser registrado junto ao Programa SOS Desaparecidos da Polícia Militar.
Caso já possua o Boletim de Ocorrência registrado, e faça parte dos familiares listados no item anterior, entre em contato com o Grupo de Apoio aos Familiares Desaparecidos (GAFAD) para que seja feito o agendamento da coleta.
Contatos GAFAD: (48) 99845-4555 e ggafad@gmail.com

O material biológico coletado é a saliva, por meio de um procedimento simples e indolor.
Após agendada a coleta, caso haja algum pertence/objeto pessoal de uso exclusivo da pessoa desaparecida (tais como escova de dente, aparelho de barbear, roupa íntima, brinco, óculos, dentes de leite), este também pode ser levado até o IGP/SC para complementar a análise.
A coleta de material biológico para inserção no BPG/SC é um serviço totalmente gratuito.

Sim. O IGP/SC é um dos órgãos periciais do Brasil que abastecem o Banco Nacional de Perfis Genéticos, o qual tem armazenado diversos perfis de pessoas vivas sem identificação, de falecidos e restos mortais não-identificados. O Setor de Genética Forense do IGP/SC realiza a coleta e análise do material biológico fornecido pelos familiares, os quais são colocados no BPG e regularmente confrontados em busca de coincidências entre os desaparecidos e seus familiares. Uma vez inserido o perfil da pessoa desaparecida, ele permanece no Banco de Perfis Genéticos (BPG) até que haja coincidência com algum familiar e seja possível sua identificação. Dessa forma, mesmo que você tenha um familiar desaparecido há muito tempo, é possível ceder material biológico para ser inserido no BPG.

Não. Uma vez cedido os materiais genéticos dos familiares do desaparecido, estes permanecem nos Bancos de Perfis Genéticos (BPGs) até que haja uma coincidência com alguma pessoa de identidade desconhecida cadastrado nos BPGs.
Importante falar que após o perfil do familiar ser inserido no BPG, o familiar recebe um número, confirmando que seu perfil já foi inserido e que será regularmente confrontado, em busca de coincidências que permitam identificar o familiar desaparecido, constituindo assim, uma valiosa ferramenta no esclarecimento de desaparecimentos.

Todos os resultados positivos são liberados na forma de Laudo Pericial para a Delegacia de Polícia de Pessoas Desaparecidas, a qual possui a responsabilidade por fazer o contato com os familiares da pessoa desaparecida recém-identifica