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IGP participa de Operação que investiga fraude na saúde. PDF Imprimir
A Operação denominada  Sutura, teve início às 6h da manhã desta terça-feira (12) e aconteceu simultaneamente nos estado de em Santa Catarina e Mato Grosso. 
O inquérito instaurado pelo Ministério Público de Santa Catarina investiga esquema de fraude envolvendo agentes políticos e o Instituto Adonhiram.
Só no estado catarinense, foram cumpridos 15 mandados de prisão e 32 de busca e apreensão nas cidades de Penha, Balneário Piçarras, Joinville, Garuva, Timbó, Balneário Camboriú e Itapema.
Computadores e HDs foram apreendidos durante o cumprimento dos mandados, um dos alvos foi o Hospital Nossa Senhora da Penha, localizado na cidade de Penha. A equipe de perícia permaneceu no local por aproximadamente 7 horas fazendo cópia dos dados do servidor, já que a apreensão destes equipamentos acarretaria na paralisação dos atendimentos no Hospital.
Todo material será periciado pelo Instituto de Criminalística do IGP.
Além das informações eletrônicas, a Polícia Civil entrou com pedido de sequestro (apreensão) de 8 veículos e 5 imóveis de luxo, que juntos somam uma quantia aproximada de 1,5 milhões. Se comprovados os crimes, os investigados perdem os bens, que serão usados para ressarcir o município e responderão pelos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. 
As investigações da Operação Sutura tiveram início há 2 anos, através da Divisão de Combate aos Crimes Contra o Patrimônio Público - DCCPP/DEIC e do Laboratório de Lavagem de Dinheiro - LAB-LD/DEIC, com apoio do Ministério Público de Contas e Ministério Público Estadual da Comarca de Penha.
 
 
 
 
ENTENDA O ESQUEMA 
 
O município repassava verba para o Instituto Adonhiram, responsável pela administração dos recursos destinados à saúde em Penha e Itapema. 
O dinheiro era destinado à Hospitais e Clínicas privadas que também prestavam serviços gratuitos à população, através do SUS. Porém, tanto os hospitais como boa parte das clínicas pertenciam ao mesmo dono e administrador do Instituto  Adonhiram, Nilson Santiago Moya.  De acordo com a Polícia Civil, para que o esquema funcionasse foram criados 3 núcleos. 
Núcleo 1 = Agentes Políticos
Núcleo 2 = Núcleo Familiar (Presidente do Instituto, Esposa e Filha)
Núcleo 3 = Núcleo Empresarial      
 
Durante as investigações foi constatado superfaturamento de serviços prestados e, ainda, emissão de notas fiscais de atendimentos que nunca foram feitos. De acordo com o delegado Anselmo Cruz, que investiga o caso, empresas foram criadas só para emitirem notas, elas nunca prestaram nenhum tipo de serviço, são as chamadas empresas de fachada. Uma delas, inclusive, tinha como proprietária a filha de Nilson Moya. 
Agentes Políticos tinham conhecimento do que acontecia e recebiam dinheiro para fazer vista grossa e colaborar com a fraude.



12.06.18

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