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INSTITUTO GERAL DE PERÍCIAS – IGP, foi criado em 31/01/2005, pela Emenda Constitucional nº 039, do Estado de Santa Catarina, que lhe deu autonomia funcional e administrativa e o vinculou diretamente à Secretaria de Segurança Pública, sendo estruturado atualmente em quatro institutos, a saber: Instituto de Análises Forenses – IAF, Instituto de Criminalística – IC, Instituto de Identificação Civil e Criminal – II e o Instituto Médico Legal – IML, bem como, conta ainda com sua própria Academia de Perícia – ACAPE e com sua própria Corregedoria.

O hoje denominado Instituto Geral de Perícias - IGP teve sua origem no Instituto Medico Legal e de Identificação, criado em 1917, no Governo de Fúlvio Aducci, sendo o primeiro órgão encarregado de executar os trabalhos periciais de exames de corpo de delito e de identificação humana, em Santa Catarina, denominando-se Gabinete de Identificação e Serviço Médico Legal.

Em 1918, no governo de Felipe Schmidt, foi nomeado o primeiro Médico Legista de Santa Catarina o Dr. Carlos Corrêa.

Em 1938, na gestão do Excelentíssimo Governador Nereu Ramos, através do Decreto-Lei nº 258, o Gabinete de Identificação e Serviço Médico Legal passa a denominar-se Instituto de Identificação e Médico Legal. Os trabalhos desenvolvidos por este órgão abrangiam toda a Criminalística. Os Médicos Legistas realizavam os exames de lesão corporal e as necropsias, os Peritos Criminais realizavam os levantamentos dos locais de crime, existindo ainda exames laboratoriais e de Identificação.

Até 1969 houve poucas mudanças, no Instituto de Identificação e Médico Legal, neste ano, com a aprovação da Lei 4.265, de 07 de janeiro de 1969, aparece, pela primeira vez a figura do Médico Legista e Perito Criminal dentro do quadro de carreiras da Polícia Civil, saindo da subordinação direta do Secretário de Estado dos Negócios da Segurança Pública.

Conforme se verifica, o Órgão Coordenador das Perícias Criminais em Santa Catarina, ao longo de sua história, teve diversas denominações como:
- Gabinete de Identificação e Serviço Médico Legal;
- Instituto de Identificação e Médico Legal;
- Diretoria de Polícia Técnica e Científica;
- Diretoria de Polícia Técnica;
- Departamento de Polícia Técnica;
- Diretoria de Polícia Técnico-Científica e Perícia Oficial;
- Instituto Geral de Perícias.

A Lei no 547, de 31 de dezembro de 1970, dispôs sobre a Estrutura da Secretaria de Segurança e Informações, que foi regulamentada pelo Decreto no 1.021, de 26 de outubro de 1971, estabelecendo uma nova estrutura na Diretoria de Polícia Científica – DPC, ficando esta composta pelo Instituto Médico Legal – IML, o Instituto de Criminalística – IC, o Instituto de Identificação – II, o Serviço de Estrangeiros - SE e o Laboratório – Lab.

O Decreto no 4.141, de 23 de dezembro de 1977, estabeleceu as atribuições da Diretoria de Polícia Técnico-Científica e de cada Instituto.

A Lei no 9.831, de 17 de fevereiro de 1995, que dispunha sobre a organização da Administração Pública Estadual estabelecia os cargos na Diretoria de Polícia Técnico-Científica: Diretor da Polícia Técnico-Científica, Gerente de Apoio Técnico, Gerente do Instituto Médico Legal, Gerente do Instituto de Criminalística, Gerente do Instituto de Análises Laboratoriais e Gerente do Instituto de Identificação.

A Lei Complementar nº 381, de 07 de maio de 2007, que dispõe atualmente sobre o modelo de gestão e estrutura organizacional da Administração Pública Estadual, prevê em seu Anexo XIV a estrutura diretiva do IGP: Diretoria-Geral e Diretoria Adjunta, a Corregedoria, a Diretoria Administrativa-Financeira, a Diretoria da Academia de Perícia, a Diretoria do Instituto de Análises Forenses, a Diretoria do Instituto de Criminalística, a Diretoria do Instituto de Identificação Civil e Criminal e a Diretoria do Instituto Médico Legal, além das Gerências afetas às Diretorias.

Ainda no aspecto histórico é importante comentar sobre o cargo de Direção Geral do Instituto Geral de Perícias, independentemente do nome à época do órgão.

O primeiro Diretor foi o Perito Médico Legista Dr. Carlos Corrêa que exerceu o cargo até 1943, seguiram-se o Perito Médico Legista Dr. Fernando Emílio Wendhausen que empresta seu nome a nosso Instituto Médico Legal, ficando no cargo até 1969, quando completou 70 anos e foi aposentado compulsoriamente, após este, o Sr. Sidney Moritz, funcionário administrativo do órgão, que exerceu o cargo de abril de 1969 a março de 1977, após este, a funcionária Maria Francelina Mafra, por um curto período. A partir de meados de 1977, com exceção à gestão do Perito Criminal Dr. Luiz Carlos Konescki, a direção da Perícia catarinense foi repassada a servidores não pertencentes aos quadros próprios do órgão pericial, sendo estes os